Paulo Roberto Segundo e os Signos no Hemisfério Sul da Terra Paulo Roberto Segundo e os Signos no Hemisfério Sul da Terra

Astrologia de Hemisfério Sul

Os Signos nos dois Hemisférios da Terra


Leia o texto a seguir e fique sabendo, com todos detalhes, por que as Estações do Ano e os Signos do Zodíaco são opostos nos dois hemisférios da Terra...

TESE ASTROLÓGICA

O Sol e o Zodíaco são únicos, mas o Sol e o Zodíaco, apesar de serem únicos, produzem Estações do Ano e Signos duplos e opostos nos dois hemisférios da Terra...

Isso acontece exclusivamente por causa da inclinação de 23°5 que a Terra mantém constantemente em seu eixo de rotação, o que faz com que cada hemisfério receba e absorva, em quantidade e intensidade diferentes e opostas, a energia que parte do Sol e a "influência (energia) cósmica" - princípio estabelecido por Cláudio Ptolomeu, que é parte fundamental da atual prática astrológica - que parte do Zodíaco.

Todas as energias que chegam à Terra, vindas através da faixa zodiacal, são absorvidas em quantidade e intensidade diferentes e opostas pelos dois hemisférios da Terra e produzem efeitos diferentes e opostos nos dois hemisférios.

A energia do Sol produz Estações do Ano duplas e opostas; a "influência (energia) cósmica" do Zodíaco produz Signos duplos e opostos nos dois hemisférios da Terra.






Os Astrólogos estudam de maneira errada a posição e a influência dos astros e definem signos errados para o hemisfério sul da Terra.

O Zodíaco e o Sol, apesar de serem únicos, produzem, de maneira dupla e oposta, Signos e Estações do Ano nos dois hemisférios da Terra, ao contrário do que dizem os Astrólogos tradicionais e a Mídia.

Assim como o Sol, sendo único, produz simultaneamente efeitos opostos nos dois hemisférios da Terra - Estações do Ano opostas - por causa da inclinação de 23º5 que ela, a Terra, mantém em seu eixo de rotação, também o Zodiaco, sendo único, produz efeitos opostos no dois hemisférios terrestres - Signos opostos.

Da mesma forma que as energias que partem do Sol são absorvidas em quantidade e intensidade diferentes e opostas pelos dois hemisférios da Terra, e produzem Estações do Ano opostas, também as energias que partem do Zodíaco (de qualquer um dos seus doze pontos) são absorvidas em quantidade e intensidade diferentes e opostas pelos dois hemisférios terrestres, e produzem Signos opostos.

Os Signos do Zodíaco são a representação exata das quatro Estações do Ano, sendo que cada Signo representa e rege um período (aproximadamente trinta dias, ou exatamente trinta graus) de uma determinada Estação.

Por causa dos 23,5° de inclinação do eixo de rotação da Terra, todas as energias astrais que atingem o Hemisfério Sul produzem simultaneamente efeitos opostos aos que são produzidos no Hemisfério Norte: isso representa Estações do Ano e Signos Zodiacais opostos nos dois hemisférios.

As estações do ano e os signos do zodíaco são fenômenos opostos nos dois hemisférios da Terra. As estações do ano e os signos são uma coisa só.

Todas as pessoas precisam saber que o signo de quem nasce no hemisfério sul, abaixo da linha do equador, não é, nunca foi e nunca será aquele que os Astrólogos dizem que é.

Ao contrário do que dizem os Astrólogos, no hemisfério sul os signos estão definidos de maneira errada; os signos no hemisfério sul são diferentes dos signos no hemisfério norte; abaixo da linha do equador os signos são exatamente o oposto do que sempre se pensou que fossem.



De duas, uma: ou os Astrólogos são ignorantes (porque ignoram o fato) ou são mal-intencionados (porque sabem e não fazem o que é certo).


A função do Astrólogo é estudar e conhecer a posição e influência dos astros e, dependendo da posição dos astros em um determinado momento, definir como eles influem sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens.

Os Astrólogos, de fato, estudam a posição e a influência dos astros, mas, e isso pode ser dito com a mais absoluta certeza, eles não conhecem nem a posição dos astros nem a forma como eles influem sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens. Desde o século II D.C. os Astrólogos estudam a posição e a influência dos astros através de um Sistema Cosmológico criado de maneira totalmente errada e que dá uma visão completamente equivocada do Universo.

O Sistema Cosmológico referido foi criado por Cláudio Ptolomeu - considerado o pai da astrologia - que achava que a Terra era o centro do Universo e que os astros giravam ao redor dela dentro de uma esfera sólida à qual se fixavam as estrelas.

Os Astrólogos usam uma Mandala Astrológica, também conhecida como Mapa Astral, para representar o Sistema Cosmológico que foi criado por Ptolomeu.

A Mandala Astrológica é o desenho de um círculo que representa o Universo, em forma de esfera sólida, que gira em torno da Terra; o círculo é dividido em doze espaços de trinta graus, cada um representando uma constelação ou signo, ou um período de uma das quatro estações do ano; no ponto central do círculo, fixamente, está posicionada a Terra; e entre o círculo e a Terra estão dispostos os astros que giram ao seu redor: Lua, Vênus, Mercúrio, Sol, Marte, Júpiter, e Saturno - mais tarde foram incluídos Urano, Netuno e Plutão.




Os Astrólogos estudam a posição e a influência dos astros através da visão que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu permite que se tenha do Universo, ou seja, através de uma visão completamente errada.

Através do Sistema Cosmológico de Ptolomeu, que fornece uma visão equivocada do Universo, os Astrólogos não conseguem conhecer a verdadeira posição dos astros, nem como eles influem sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens, e dessa forma eles definem os signos de maneira errada no hemisfério sul.

Através da visão equivocada que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu fornece do Universo, os Astrólogos não conseguem perceber que a Terra é dividida em dois hemisférios e que cada um possui o seu próprio ciclo sazonal, formado pelas quatro estações do ano que representam os signos, e que o ciclo sazonal de um hemisfério é oposto ao do outro, e que em cada hemisfério o ciclo começa em uma data diferente do calendário (a diferença do início do ciclo sazonal, de um hemisfério para o outro, é de seis meses) e, por isso, eles estabelecem signos errados no hemisfério sul.

Aliás, justiça seja feita, nem é correto dizer que os Astrólogos definem signos errados no hemisfério sul; o correto é dizer que eles sequer definem o hemisfério sul, porque, no Sistema Cosmológico de Ptolomeu a Terra é uniforme, ou seja, o hemisfério sul não existe: sendo uniforme, a Terra não possui dois hemisférios (apesar de "hemisfério" significar "metade da esfera").

Os Astrólogos sempre acharam que a Terra fosse o ponto central do Universo e que tudo girasse ao seu redor, principalmente e especificamente os Astrólogos do hemisfério norte, que são os responsáveis pela concepção, criação e desenvolvimento da Astrologia.

A Astrologia foi concebida pelos Astrólogos do hemisfério norte a partir do ano 2000A.C., quando os babilônios descobriram as quatro estações do ano.

Naquela época os Astrólogos achavam que a Terra era uma superfície plana e que o espaço celeste era um teto arqueado que se movia sobre ela, juntamente com os demais astros.

Devido ao fato de os signos serem a representação das quatro estações do ano, e porque elas só foram descobertas no ano 2000A.C., esse é, de fato, o ano da concepção da Astrologia.

Mas, o que realmente importa saber é o que aconteceu com a Astrologia depois que Cláudio Ptolomeu criou o Sistema Cosmológico que estabelece a Terra como ponto fixo central do Universo e que mostra os astros e o próprio Universo girando ao seu redor.

A criação do Sistema Cosmológico de Ptolomeu data do século IID.C., e é a partir dessa data que a Astrologia realmente se torna interessante como objeto de estudo. Desde o ano 2000A.C., quando os babilônios descobriram as quatro estações do ano, os Astrólogos consideram que a Terra seja o centro do Universo.

Esse conceito foi oficializado por Cláudio Ptolomeu, astrônomo, matemático e geógrafo, que nasceu e viveu em Alexandria, até o ano 180D.C.

Cláudio Ptolomeu criou um Sistema Cosmológico e estabeleceu o princípio das influências cósmicas, que é parte fundamental da atual prática astrológica.

Cláudio Ptolomeu achava que a Terra era o centro do Universo e que os astros (planetas - incluindo o Sol e a Lua) giravam ao redor dela, dentro de uma esfera sólida à qual se fixavam as estrelas.

Desde quando foi criado por Cláudio Ptolomeu, o Sistema Cosmológico passou a ser usado pelos Astrólogos em seus estudos astrológicos da posição e influência dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens.

Atualmente, no século XXI, a Astrologia está disseminada por toda a Terra, ao contrário do que acontecia até o século XVI, quando somente era conhecida na região terrestre que corresponde ao hemisfério norte, onde ela foi concebida, criada e desenvolvida. Aliás, até o século XVI, os Astrólogos não imaginavam, de forma alguma, qualquer possibilidade de, em alguma parte da Terra, ocorrerem fenômenos diferentes dos que eles conheciam, como, por exemplo, estações do ano diferentes; para eles eram sempre as mesmas estações do ano que aconteciam em toda a Terra.

Muito embora estivessem situados em um espaço territorial que correspondia somente à metade da Terra, os Astrólogos pensavam que o espaço territorial correspondesse a toda a Terra, e dessa forma eles estabeleceram todos os conceitos astrológicos que são conhecidos até a época atual - século XXI.

Sem que os Astrólogos soubessem, até o século XVI a Astrologia somente era conhecida e praticada no hemisfério norte, somente acima da linha do equador.

Os Astrólogos jamais souberam que estavam situados apenas na metade da Terra, porque sempre estiveram olhando para ela e para o Universo através de uma visão completamente equivocada.

Foi somente a partir do século XVI que os Astrólogos começaram a ter a oportunidade de descobrir que a Terra, os astros e o Universo tinham uma forma completamente diferente daquela que eles imaginavam, e que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu estava totalmente errado.

Do século IID.C., até o século XVI, a única visão que os Astrólogos tinham da Terra, dos astros e do Universo era a que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu proporcionava; e foi através dessa visão que os Astrólogos estabeleceram todos os conceitos que norteiam a Astrologia.

A partir do século XVI surgiu uma nova visão para a Terra, os astros e o universo, através do Sistema Cosmológico apresentado por Nicolau Copérnico, no qual o Sol era o ponto fixo central do Universo e os astros e a Terra giravam ao redor dele, sendo que a Terra também girava sobre si mesma.

Até o século XVI a Astrologia e a Astronomia eram duas partes da uma mesma ciência: a Astronomia tratava da constituição, da posição e do movimento dos astros; a Astrologia tratava da posição e influência dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens.

Até o século XVI tanto a Astrologia quanto a Astronomia viam o Universo através da visão equivocada dos fatos que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu fornecia.

Enquanto a preocupação dos Astrólogos era mais com a influência dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens, a preocupação dos Astrônomos era com a constituição, a posição e o movimento dos astros.

Os Astrólogos achavam que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu era perfeito e atendia perfeitamente bem às suas necessidades de estudar, principalmente, as influências dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens.

Os Astrônomos não achavam que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu fosse perfeito, e acabaram descobrindo que ele havia sido concebido, criado e desenvolvido de maneira errada, através de uma visão equivocada do Universo.

Nicolau Copérnico, que nasceu na Polônia, em 1473, foi o primeiro Astrônomo que concebeu um Sistema Cosmológico que se opunha ao que havia sido criado por Cláudio Ptolomeu; antes de Copérnico, apenas Aristarco, de Samos, no ano 290A.C., tinha sugerido que o Sol, e não a Terra, era o centro do Universo.

Nicolau Copérnico descreveu o Universo através de sete círculos, dispostos em torno do Sol: no 1° círculo, próximo ao Sol, ele posicionou o planeta Mercúrio; no 2°, Vênus; no 3°, a Terra e a Lua; no 4°, Marte; no 5º, Júpiter; no 6º, Saturno; e no 7º, as estrelas fixas (Urano, Netuno e Plutão eram desconhecidos na época; eles foram descobertos em 1781, 1846 e 1930 respectivamente.

O Sistema Cosmológico de Copérnico só ficou realmente conhecido no século XVII, quando foi apresentado e defendido por Galileu Galilei, nascido na Itália, em 1564.

A batalha travada por Galileu para provar o que Sistema de Copérnico era o correto, e não e de Ptolomeu, com todas as suas respectivas conseqüências, é de conhecimento geral.

Na verdade não foram os Astrônomos nem os Astrólogos os responsáveis pela dificuldade e demora na aceitação do Sistema Cosmológico de Copérnico como sendo, de fato e de direito, real e verdadeiro; os verdadeiros responsáveis foram os doutores da Igreja.

O Sistema Cosmológico de Ptolomeu estava estabelecido de acordo com os dogmas da Igreja e era, de alguma forma, uma reprodução do livro de Gênesis, das Sagradas Escrituras, que conta a história, do ponto de vista da fé, da c riação da Terra e dos astros; a história está no primeiro capítulo de Gênesis, do versículo um ao dezenove.

Com exceção do fato do livro de Gênesis não falar dos planetas (fala apenas do Sol, da Lua e das estrelas, citando os dois como sendo luzeiros), nele a Terra é apresentada como sendo elemento fixo, e o Sol e a Lua estão posicionados entre ela e as estrelas, da mesma forma que Ptolomeu estabeleceu no seu Sistema Cosmológico.

No versículo quatro do capítulo dois do livro de Gênesis está escrito: "Esta é uma história dos céus e da Terra no tempo em que foram criados..."

Ainda bem que o livro diz que é "uma história", e não que é "a história", porque somente "com muita fé" se pode crer naquela história.

Mas, toda a discussão que aconteceu em torno dos dois Sistemas - o de Ptolomeu e o de Copérnico - teve como palco o hemisfério norte, onde tudo começou.

Antes de toda a discussão sobre os dois Sistemas ter sido iniciada, na época da conquista da América, no início do século XVI, os conquistadores descobriram, no hemisfério sul, um povo que também praticava Astrologia: era o povo INCA, que habitava o antigo Peru.

A Astrologia que era praticada pelos incas era diferente daquela que os conquistadores conheciam, porque era estabelecida de acordo com as estações do ano que o Povo Inca conhecia, e elas eram o oposto das estações do ano que os conquistadores conheciam.

A história oficial tem pouquíssimas informações sobre a Astrologia do povo Inca, porque, além dos incas não terem desenvolvido a escrita, toda a sua cultura, cuja manutenção era confiada aos sábios Amautas, que eram os sacerdotes do povo, foi dizimada pelos conquistadores espanhóis, a partir de 1532.

Os conquistadores chegaram a conhecer a forma como os incas praticavam a sua Astrologia, e a saber que o zodíaco inca era o oposto do zodíaco que eles conheciam.

No zodíaco inca, por exemplo, o ano começava no ponto em que, no zodíaco dos conquistadores, estava situado o signo de Libra, porque, para os incas, era ali que começava a primavera.

Os conquistadores achavam que os incas não entendiam nada de Astrologia, porque tudo o que eles viram no zodíaco inca era o oposto do que havia no zodíaco que eles conheciam.

O povo Inca, apesar de não concordar com os conquistadores espanhóis, nada pôde fazer além de ver toda a sua cultura ser dizimada e todo o seu conhecimento astrológico ser colocado no esquecimento; as futuras gerações iriam aprender o que os conquistadores quisessem.

No "Almanaque Astrológico Americano", edição de 1941, encontra-se um texto que retrata a contestação do povo Inca em relação ao método astrológico imposto pelos conquistadores: - "Há de se ter em conta a posição de cada um dos hemisférios e recordar que o lugar das constelações, sobre o zodíaco, para nós do hemisfério sul, deve ser determinado por uma interpolarização das posições do zodíaco clássico ou helênico, levantado no hemisfério norte, e fixar a relação que existe entre o zodíaco greco-romano e o ano astral. Como ponto de partida tomaremos as duas partes extremas entre as quais o Sol parece mover-se em sua passagem anual.

Os trópicos no zodíaco clássico estão indicados pelos signos de Capricórnio e Câncer, o primeiro correspondente aos três meses frios do ano, e o segundo aos três meses quentes.

Se mudarmos o hemisfério, a relação entre as estações e os ângulos que cada um descreve sobre a elipse está invertida; o verão da parte norte da Terra corresponde ao inverno sul-americano e o verão sul-americano ao inverno do norte."

A Astrologia do povo Inca mostrava que os signos, que os conquistadores conheciam, deveriam sofrer uma inversão para poderem ser aplicados no hemisfério sul; mas de nada valeu o esforço do povo Inca, e a Astrologia que os conquistadores conheciam foi imposta no hemisfério sul.

O fato de que a Terra tem movimento de rotação só foi demonstrado claramente em 1851, quando Jean Bernard Léon Foucault realizou uma experiência na qual um pêndulo parecia mudar seu plano de movimento lentamente; na verdade era a Terra onde estava o observador que rodava vagarosamente sob o aparelho; o pêndulo continuava a vibrar em um mesmo plano.

Quando tudo começou, em 2000A.C., a Terra era considerada uma superfície plana; em 560 A.C. surgiu a idéia de que a Terra era cilíndrica; o conceito de forma esférica passou a vigorar a partir de 350 A.C.

É importante registrar o fato de que, até o ano 1532D.C., os dois hemisférios da Terra tinham a sua própria Astrologia e que as duas eram completamente diferentes: eram opostas, da mesma forma que as estações do ano sempre foram opostas nos dois hemisférios.

Tendo em vista o fato de que a história da humanidade é contada apenas a partir dos registros que foram feitos pelos norte-hemisferianos, muito pouco se sabe sobre o que acontecia no hemisfério sul da Terra antes da chegada dos conquistadores.

A história do hemisfério sul só começou a ser contada a partir do século XVI; antes disso, tudo o que fala a história se refere exclusivamente ao hemisfério norte.

Ninguém sabe precisar quando a humanidade surgiu na Terra e quanto tempo se passou até que ela se tornasse "civilizada"; em relação à civilização o que se diz é que foram os sumérios os seus "inventores", por volta do quinto milênio antes de Cristo; consta na história que foram os sumérios os inventores do transporte sobre rodas, astronomia, matemática, comércio, construção de tijolos em larga escala e, o mais importante, a "escrita".

A cultura suméria somente foi descoberta no século IX, quando foi descoberto o palácio do sacerdote-governador da Gaudéia; só então se soube da importância que ela teve na região onde hoje é o Iraque.

A civilização suméria teria deixado de existir apenas porque os sumérios deixaram de se considerar sumérios: em 1900 A.C. a civilização suméria não mais existia.

Como a escrita foi inventada no hemisfério norte, todos os registro s escritos sobre a história da humanidade foram feitos pelos norte-hemisferianos.

Antes da invenção da escrita a história da humanidade somente podia ser conhecida através dos desenhos e objetos que os humanos desenvolviam.

A história da humanidade, a partir da invenção da escrita, sempre foi contada através da visão que os norte-hemisferianos tinham a respeito de cada fato; e eles passaram a contar a história, da forma como imaginavam que fosse, guiados principalmente pelo seu poder de observação e dedução.

A partir da invenção da escrita, a humanidade desenvolveu a sua capacidade de interação e pôde conhecer e dar a conhecer a forma individual e coletiva como ela própria se sentia a respeito de tudo que fazia parte do processo de existir.

Desde a invenção da escrita a humanidade tem registrado todos os fatos que envolvem a sua existência, desde a criação da própria vida até o seu possível final, de acordo com a forma que imagina possa ter sido e vir a ser.

A humanidade registrou a forma como acha que o Universo e ela própria foram criados; qual a razão de cada coisa existir; como acha que cada coisa funciona; como todas interagem; nominou e classificou cada coisa conhecida; criou campos de estudo sobre os mais diversos fatos; tornou-se ser supremo da natureza.

O tempo de existência da humanidade deveria ser contado A.E. (antes da escrita) e D.E. (depois da escrita).

Uma das grandes vantagens da escrita é que ela permite à humanidade revisar os seus conceitos para ratificar ou retificar os seus registros.

Todos os conhecimentos que a humanidade adquiriu, nas mais diversas áreas da existência, somente puderam ser desenvolvidos graças à escrita.

O hemisfério norte foi o ponto de origem da escrita e o palco onde o conhecimento humano se desenvolveu, da religião à ciência.

Desde o seu princípio a humanidade, provavelmente,sempre esteve dividida em grupos (povos), que ocupavam determinadas regiões territoriais do planeta, e desenvolviam um tipo de cultura, conforme as necessidades dos seus membros.

Ao que parece, os grupos tinham uma necessidade em comum: a de expandir o seu domínio territorial, conquistando novos espaços, e, ao mesmo tempo, de defender o espaço territorial que já ocupavam.

Como os vários grupos não se misturavam, cada um tinha o seu próprio jeito de se comunicar; cada grupo tinha uma "linguagem", que só era compreendida pelos seus próprios membros.

A necessidade, principalmente, de conservar o próprio espaço territorial contra invasões de outros grupos, fez com que os vários grupos criassem regras de comportamento para os seus membros e leis que impunham penalidades para quem não as cumprissem.

Quanto maior fosse um grupo e a extensão territorial que ocupava, maior era a dificuldade de manter a união dos membros e fazer com que todos conhecessem e cumprissem as regras e leis.

Para manter a ordem entre os seus membros, os grupos começaram a selecionar integrantes e estabelecer funções específicas a serem cumpridas.

Dessa forma, em cada grupo, surgiram os responsáveis pela manutenção da ordem e estabeleceu-se uma hierarquia entre os membros.

Além da comunicação oral, desenhos e símbolos eram os meios utilizados pelos membros de cada grupo na troca de informações e no registro de tudo o que era importante cada um saber, desde a sua possível origem até os seus planos de expansão e conquista de novos territórios.

Basicamente, era através das conquistas de novos territórios que os grupos ficavam sabendo a forma de organização de outros grupos e, assim, a cada conquista, novos conhecimentos eram adquiridos pelo povo conquistador.

Desde que a humanidade surgiu na Terra, muitos grupos foram formados, muitos foram conquistados e muitos se tornaram grandes conquistadores e se transformaram em verdadeiros impérios.

Em um desses impérios, em uma data que pode ser estabelecida (quinto milênio A.C.), foi desenvolvida a mais prática forma de comunicação depois da forma oral; a linguagem escrita - no império sumeriano.

A história mostra que os sumérios não foram conquistados ou mortos, mas que eles simplesmente deixaram de existir como império, nação ou civilização.

Como a linguagem escrita passou a fazer parte da cultura de vários grupos, o mais provável é que os sumérios tenham se dividido em pequenos grupos e passado a fazer parte de outros grupos, para onde levaram o seu conhecimento e assumiram uma nova identidade, pois, embora já houvesse a linguagem escrita, inventada por eles, nenhum registro escrito foi encontrado dando conta de como eles simplesmente deixaram de existir: em 1900 A.C. já não havia nenhum vestígio da civilização suméria.

A partir do conhecimento da linguagem escrita, os grupos que dominavam essa arte passaram a usá-la para registrar a própria história e tudo o mais que lhes interessava.

E assim, através do ponto vista de cada grupo que se valia da linguagem escrita, a história da humanidade passou a ser registrada para a posteridade.

A idéia e o desejo de expansão, de conquista de novos territórios, nunca deixou de existir, e os grupos, formados em impérios, nações, países, sempre manifestaram a vontade de conquistar os territórios que eram dominados por outros grupos.

Em razão disso, verdadeiros exércitos de guerreiros foram criados dentro de cada grupo, tanto para conquistar novos territórios quanto para defender as suas fronteiras.

Mas havia também, em cada grupo, membros que se dedicavam ao estudo e ao ensino de métodos que tornassem a existência mais agradável e que explicassem a origem e a função de todas as coisas existentes.

Uma das grandes preocupações era poder entender e saber lidar com os fenômenos da natureza.

Vários grupos entendiam que os fenômenos que afetavam a vida na Terra eram provocados pelos corpos celestes que se moviam acima da superfície onde eles viviam.

Como os corpos celestes eram considerados "deuses" e a vida na Terra dependia do que esses deuses faziam, muitos rituais foram criados, entre os mais diversos grupos, com o objetivo de se conseguir favores e/ou abrandar a ira dos deuses, dando origem a muitas religiões.

Conhecer a maneira de agir dos deuses e o poder de cada um deles era fundamental, para que os rituais pudessem ser realizados de modo a surtir o efeito desejado; e, dessa forma, o espaço celeste passou a ser objeto de estudo constante, pois era ali que os deuses viviam, e era dali que eles decidiam sobre o destino da humanidade.

Sete deuses eram objeto de constante estudo e veneração: Lua, Vênus, Mercúrio, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.

A cada deus os humanos atribuíram um tipo de poder, que era responsável por tudo o que acontecia na Terra.

Com o passar do tempo, os humanos perceberam que os fenômenos produzidos pelos deuses eram cíclicos, e que eles (os deuses) transitavam pelo espaço celeste sempre por um mesmo caminho, que podia ser identificado através de doze agrupamentos de estrelas (constelações) onde alguns deuses sempre estavam quando certos fenômenos eram registrados na Terra.

Devido ao fato, as constelações passaram a ser entendidas como sendo as moradas dos deuses.

A forma como os deuses se movimentavam nas suas moradas passou a servir de sinal (signo) para identificar os fenômenos que aconteciam na Terra.

A movimentação do deus-sol parecia ser a mais importante, pois era através dela que os grandes fenômenos eram identificados.

Como o deus-sol se movimentava nas doze constelações, a presença dele, em cada uma, passou a ser um sinal (signo) de um fenômeno que acontecia na Terra... e assim surgiu a Astrologia.

No princípio os humanos estudavam a posição dos deuses e a influência deles sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens.

A partir do ano 2000 A.C., na mesma região onde os sumérios viveram e inventaram a escrita, os babilônios descobriram as quatro estações do ano.

A região onde os fatos aconteceram é a que atualmente se chama Iraque.

Após o descobrimento das quatro estações do ano, a presença do deus-sol, em cada uma das doze constelações, passou a ser um sinal (signo) para a sua identificação; e assim surgiram os doze sinais (signos), que identificam o início, o meio e o fim de cada uma das quatro estações do ano.

Esse método de observação dos movimentos dos deuses foi utilizado por pelo menos 1500 (mil e quinhentos) anos, sendo bastante útil nas previsões sobre os melhores momentos, as melhores épocas, para se fazer várias coisas; era usado principalmente pela classe sacerdotal.

No século IV A.C. esse método chegou na Grécia, onde foi aperfeiçoado e se tornou individualizado, assumindo a forma que se conhece até a época atual (século XXI); forma que foi estabelecida pelo uso do Sistema Cosmológico de Cláudio Ptolomeu, a partir do século II D.C.

No seu início a Astrologia era o estudo dos deuses; com o passar do tempo os deuses se transformaram em planetas ou astros; mas os fundamentos básicos do estudo permaneceram e o objetivo segue sendo saber como eles influenciam sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens.

A descrição de cada elemento da Astrologia e a forma como cada um atua sobre todas as coisas da Terra continua sendo a mesma, desde o seu início; a base continua sendo o estudo dos sinais (signos) que são estabelecidos pelo Sol, sabendo-se que, a cada momento em que o Sol é estudado, a posição de todos os demais astros, em relação a ele, é diferente, porque todos estão em constante movimento, e que é dessa relação, que se modifica constantemente, que se deduz as influências sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens.

Desde que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu foi instituído, os Astrólogos praticamente não tiveram mais o trabalho de estudar a posição dos astros olhando para o espaço, porque foram criadas tabelas que forneciam as posições relativas dos astros em diversas épocas, futuras e passadas, com base na velocidade de cada um; sabendo o tempo que cada um gastava para completar um ciclo (uma volta em torno da Terra), bastava fazer os cálculos devidos para se saber em que ponto do espaço cada um estaria, ou esteve posicionado, em qualquer data futura ou passada; calendários e tabelas forneciam essas informações, incluindo, inclusive, os momentos em que os astros pareciam mover-se em sentido contrário (movimento retrógrado).

Muito embora as observações estivessem sendo feitas através de uma visão completamente equivocada, os efeitos estudados correspondiam plenamente ao que se via.

A Astrologia foi concebida de acordo com o que se via, e o que se via era a Terra, sempre parada, e por sobre ela a movimentação de sete corpos celestes e de todo o conjunto de estrelas identificado como sendo o Universo... e tudo parecia girar ao redor da Terra. Cláudio Ptolomeu foi quem deu forma ao que se via, criando um Sistema Cosmológico representando a visão que se tinha.

As estrelas foram representadas como se estivesse pregadas na superfície interna de uma esfera sólida; no meio da parte interna da esfera, uma esfera pequena representava a Terra; entre a Terra e as estrelas, sete figuras representavam os planetas (os astros-deuses): Lua, Vênus, Mercúrio, Sol, Marte, Júpiter e Saturno (Mercúrio, por sua velocidade, aparecia antes de Vênus); e nesse Sistema os astros e a esfera giravam ao redor da Terra.

Como os sete astros pareciam se mover sempre por um mesmo caminho, que podia ser identificado por doze constelações, esse caminho é representado por uma faixa onde as doze constelações podem ser identificadas; cada constelação ocupa um espaço de trinta graus nessa faixa, e cada uma representa um sinal (signo) que marca o início, o meio e o fim de cada uma das quatro estações do ano.

Através do Sistema Cosmológico de Ptolomeu o que se vê é que o Sol parece transitar pelos doze es paços enquanto acontecem as quatro estações do ano, estando sempre de volta ao mesmo ponto quando a estação se repete (quando fecha o ciclo sazonal).

O ciclo sazonal é marcado sempre a partir da primavera; é ela que abre e reabre o ciclo, que se completa com o verão, o outono e o inverno.

Para marcar o início, o meio e o fim de cada estação do ano, cada posição do Sol, que era um sinal (signo) de tal acontecimento, recebeu um nome e um símbolo de identificação, e assim foram criados os doze signos do zodíaco; no princípio todos os nomes estavam relacionados a animais, e por isso a faixa das constelações ficou conhecida como zodíaco, que significa, círculo de animais.

Através da visão que o Sistema Cosmológico de ptolomeu fornecia, como a Terra aparecia parada e tudo o mais girava ao seu redor, a suposição era a de que as quatro estações do ano acontecessem em todos os pontos da sua superfície, ou seja, a suposição era a de que todos os astros, a começar pelo Sol, influenciassem igualmente todos os pontos da Terra.

Pelo menos até o século XVI jamais havia sido cogitada a hipótese do Sol produzir estações do ano diferentes em qualquer parte da Terra; até então, as influências dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens eram sempre as mesmas em toda a extensão da superfície terrestre, da forma como o Sistema Cosmológico de Ptolomeu mostrava que tinha de ser.

O tempo passou e descobriu-se que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu estava errado; descobriu-se que é a Terra que gira em torno do Sol, além de girar sobre si mesma; descobriu-se que o eixo de rotação da Terra tem uma inclinação constante de vinte e três graus e meio; descobriu-se que, à exceção da Lua, nenhum astro gira em torno da Terra (Mercúrio e Vênus porque estão em órbitas internas, entre o Sol e a Terra; Marte, Júpiter e Saturno - e mais tarde Urano, Netuno e Plutão - porque estão em órbitas externas, além da Terra em relação ao Sol, e terem velocidade de translação inferior à da Terra); descobriu-se que a Terra é dividida em dois hemisférios (é partida ao meio pela linha do equador); descobriu que cada hemisfério (meia esfera) possui o seu próprio cíclo sazonal, com as suas quatro estações do ano; descobriu-se que as influências dos astros, a começar pelas do Sol, sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens produzem efeitos diferentes e opostos nos dois hemisférios da Terra...

Mas, apesar de todas essas descobertas, os Astrólogos decidiram que deveriam continuar vendo apenas o que sempre viram através do Sistema Cosmológico de Ptolomeu, sob o argumento absurdo e ridículo de que, como eles dizem:

- "O resultado, astrológico, comprovado, da verdade astronômica, a qual admite inversamente a ronda dos planetas em torno do seu centro solar, é absolutamente o mesmo."

Astrologia significa: estudo da posição e influência dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens.

Como é que o resultado, astrológico, de uma verdade astronômica, pode ser o mesmo, quando a verdade astronômica mostra que, em uma determinada posição, um astro (o Sol, por exemplo) produz dois fenômenos, opostos nos dois hemisférios da Terra, e a Astrologia só admite a produção de um?

Nesse caso o resultado astrológico somente é o mesmo no local onde o fenômeno produzido é o que se admite.

No hemisfério norte, de fato, quer se estude os fenômenos através do Sistema Cosmológico de Ptolomeu ou através do Sistema Cosmológico de Copérnico, o resultado astrológico será o mesmo, pois as estações do ano continuarão acontecendo nos mesmos períodos cíclicos, e elas, as estações do ano, são a base de tudo na Astrologia.

Em relação ao hemisfério sul, porém, aí já é uma outra história, porque o Sistema Cosmológico de Ptolomeu sequer admite a sua existência.

Estudar a posição e influência dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens, no hemisfério sul, onde os fenômenos da natureza são opostos aos que acontecem no hemisfério norte, e achar que a influência dos astros é igual nos dois casos, é pior do que continuar simplesmente admitindo que o Sol gira em torno da Terra.

O estudo da posição e influência dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens mostra claramente que a influência dos astros sobre o hemisfério sul é diferente da influência dos astros sobre o hemisfério norte: são influências opostas.

Quer o Sistema Cosmológico de Ptolomeu admita ou não, a verdade é que o hemisfério sul existe e, sobre ele, as influências dos astros, a começar pelas do Sol, são diferentes; a posição do Sol, de acordo com o Sistema Cosmológico de Ptolomeu, por exemplo, cujo sinal (signo) indica o início da primavera, faz essa indicação apenas para o hemisfério norte, porque, para o hemisfério sul, o sinal (signo) indica o início do outono, o que significa que a influência do astro- sol é dupla, é diferente e oposta sobre os dois hemisférios; e o mesmo vale em relação a todos os demais astros.

Estudar a posição e influência dos astros e não saber que a influência é dupla, diferente e oposta nos dois hemisférios, significa estar estudando de maneira errada.

Seja através do Sistema Cosmológico de Ptolomeu ou do Sistema Cosmológico de Copérnico, em cada posição dos astros as influências são duplas, diferentes e opostas sobre os dois hemisférios, o que significa dizer que os sinais (signos) são opostos nos dois hemisférios.

"Astrólogo" é nome que define o indivíduo que pratica astrologia;

"Astrologia" é o estudo da posição e influência dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens;

"Astro" é o nome comum de todos os corpos celestes;

"Influência" é ato ou efeito de influir = fazer correr fluido para dentro de.


A função do Astrólogo é estudar a posição e a influência dos astros sobre os fenômenos da natureza e o destino e comportamento dos homens nos dois hemisférios da Terra, sabendo entender a diferença que há entre os dois hemisférios, para poder entender que os signos do zodíaco são opostos abaixo e acima da linha do equador.



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