Paulo Roberto Segundo e os Signos no Hemisfério Sul da Terra Paulo Roberto Segundo e os Signos no Hemisfério Sul da Terra




Mentira descarada


A Astrologia que a Mídia e os Astrólogos divulgam para o Hemisfério Sul não é verdadeira


"Se você nasceu no Hemisfério Sul da Terra, e acha que o seu Signo é igual ao de quem nasceu no Hemisfério Norte, na mesma data do seu nascimento, considere-se uma pessoa "enganada", pela Mídia e pelos Astrólogos.

" A Mídia e os Astrólogos estão mentindo, descaradamente, para todas as pessoas que nascem no Hemisfério Sul da Terra, quando dizem que os Signos do Zodíaco são os mesmos para quem nasce acima e abaixo da linha do equador, nas mesmas datas do Calendário.

O Signo de quem nasce no Hemisfério Sul da Terra não é, nunca foi e nunca será o mesmo de quem nasce no Hemisfério Norte, na mesma data do Calendário.

A Mídia e os Astrólogos estão completamente equivocados, em relação aos Signos do Hemisfério Sul.

Dizer que as pessoas que nascem no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul pertencem aos mesmos Signos, apenas porque nasceram nas mesmas datas do Calendário, é demonstrar total deconhecimento do que é a Astrologia e de quais são os seus verdadeiros significados.

Eu vou explicar, aqui e agora, de forma clara e definitiva, por que os Signos são diferentes para as pessoas dos dois hemisférios, que nascem na mesma data, e por que se pensa que eles sejam iguais...

Foi a partir do ano 2000 A.C., quando os babilônios descobriram as quatro estações do ano, que a Astrologia começou a ser concebida e desenvolvida, nos moldes que se conhece atualmente (início do século XXI).

Os primeiros Astrólogos, que viviam no Hemisfério Norte, achavam que a Terra era uma superfície plana, indefinida e passiva; e o espaço celeste era uma abóbada iluminada e variável, sob a qual brilhava e fecundava a luz.

Na abóbada iluminada, os primeiros Astrólogos identificaram doze constelações e sete corpos celestes.

Os sete corpos celestes eram a Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno;

as doze constelações eram Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

A partir de então, as estações do ano foram relacionadas com as constelações, e ficou estabelecido um Signo para cada período das estações;

Áries para o início da primavera, Touro para o meio, e Gêmeos para o fim;
Câncer para o início do verão, Leão para o meio, e Virgem para o fim;
Libra para o início do outono, Escorpião para o meio, e Sagitário para o fim;
Capricórnio para o início do inverno, Aquário para o meio, e Peixes para o fim.

Os primeiros astrólogos conceberam a astrologia para toda a superfície plana,indefinida e passiva, que achavam que era a Terra.

No século IV A.C., quando chegou na Grécia, os Astrólogos gregos aperfeiçoaram a Astrologia e deram a ela os contornos individuais que se conhece atualmente.

No século II D.C., nasceu em Alexandria um homem que se tornou astrônomo, matemático e geógrafo.

Esse homem, que se chamava Cláudio Ptolomeu, inventou um Sistema Cosmológico, e estabeleceu o princípio das influências cósmicas, que são a parte fundamental da atual prática astrológica.

Cláudio Ptolomeu, que viveu até 180 D.C., achava que a Terra era o centro do Universo e que os planetas giravam ao redor dela, dentro de uma esfera sólida, à qual se fixavam as estrelas.

Desde a invenção desse Sistema Cosmológico, os Astrólogos sempre acharam que as influências cósmicas atingiam toda a extensão da superfície terrestre, de modo igual.

Até o século XVI (3500 anos após as estações do ano terem sido descobertas), a Astrologia só era conhecida no Hemisfério Norte.

Quando a Astrologia chegou no Hemisfério Sul, trazida pelos norte-hemisferianos, a Terra ainda era considerada o centro do Universo.

Na época em que a Astrologia veio para o Hemisfério Sul (século XVI), já se discutia a teoria de Nicolau Copérnico, que dizia ser o Sol, e não a Terra, o centro do Universo.

Muito antes de Copérnico, que nasceu na Polônia, em 1473, Aristarco de Samos já dizia que o Sol era o centro do Universo (290 A.C.).

Mas, foi somente no século XVII que Galileu Galilei, nascido em 1564, provou que a teoria de Copérnico estava correta; o que depois foi confirmado por Isaac Newton, que nasceu no ano da morte de Galileu, em l642.

Com a comprovação de que era o Sol o centro do Universo, e de que a Terra girava ao seu redor, inclusive com movimento de rotação, o Sistema Cosmológico de Ptolomeu perdeu completamente a razão de existir; e cabia aos Astrólogos a tarefa de adaptar a Astrologia à nova realidade cosmológica.

Mas, mesmo tendo sido comprovado que a Terra girava em torno do Sol; que ela girava sobre si mesma; que o seu eixo de rotação apresentava uma inclinação de 23°5; que ela era dividida em dois hemisférios; que as estações do ano eram opostas nos dois hemisférios; mesmo assim, os Astrólogos resolveram rejeitar a nova realidade, que derrubava um conceito de mais de 3500 anos.
Ao invés de adaptarem a Astrologia à nova realidade, os Astrólogos decidiram que o Sistema Cosmológico de Ptolomeu estava certo, e optaram pela continuidade do seu uso, contrariando toda a lógica e o bom-senso.

E dessa forma, para os Astrólogos, apesar da nova realidade cosmológica, a Terra continuava sendo o centro imóvel do Universo, com os planetas e a esfera sólida girando ao seu redor.

Para justificar a continuidade do uso do Sistema Cosmológico de Ptolomeu, os Astrólogos diziam o seguinte:

- "Tanto faz se a Terra gira em torno do Sol, ou se o Sol gira em torno da Terra; porque os efeitos comprovados da verdade astronômica, que admite que é a Terra que gira em torno do Sol, continuam sendo os mesmos para a Astrologia, seja deste ou daquele jeito que as coisas se passem..."

Isso podia até ser considerado válido para o Hemisfério Norte, porque, de uma ou de outra forma, acima da linha do equador, as estações do ano continuavam acontecendo nas mesmas datas do Calendário... mas somente no Hemisfério Norte.

E por causa dessa ridícula e absurda decisão, os Astrólogos jamais reconheceram a existência do Hemisfério Sul, que é, em tudo, oposto ao Hemisfério Norte.

Se tivessem adaptado a Astrologia à nova realidade cosmológica, os Astrólogos já teriam entendido que os Signos produzem efeitos opostos nos dois hemisférios terrestres, da mesma forma que o Sol produz as estações do ano opostas nos dois; teriam entendido que, por serem opostas as estações, e por cada Signo representar um período de uma estação, que os Signos seriam opostos nos dois hemisférios.

Mas, por não terem adaptado a Astrologia à nova realidade cosmológica, os Astrólogos continuaram entendendo que os dois hemisférios terrestres são uma coisa só, e que os Signos são iguais em toda a superfície terrestre.

Quem já viu uma Mandala Zodiacal, sabe que é exatamente asim que os Astrólogos vêem a Terra, até a época atual (início do século XXI).

A Mandala Zodiacal é uma reprodução do Sistema Cosmológico que Ptolomeu inventou:

um desenho que mostra doze constelações, alinhadas em círculo, representando a esfera sólida;
as constelações são identificadas pelos símbolos dos doze Signos, que representam as quatro estações do ano;
no ponto central da Mandala, a Terra aparece, na forma de um círculo, representando a superfície plana;
entre a Terra e as constelações, estão os planetas: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno
(depois foram incluidos Urano, Netuno e Plutão)
- o Sol e a Lua eram considerados "planetas".


A Astrologia que a Mídia divulga diariamente para o Hemisfério Sul, é apenas uma tradução literal da Astrologia que é feita no Hemisfério Norte; e essa Astrologia não reconhece a existência do Hemisfério Sul.

Mas, ao contrário do que a Mídia e os Astrólogos insistem em divulgar, os Signos do Zodíaco são diferentes e opostos nos dois hemisferios da Terra;

eles são diferentes e opostos, porque cada Signo representa um período de uma estação do ano;

eles são diferentes e opostos, porque as estações do ano são diferentes e opostas nos dois hemisférios da Terra...

E tudo isso está de pleno acordo com a nova realidade cosmológica, que passou a ser conhecida a partir do século XVI, e não de acordo com o Sistema Cosmológico de Ptolomeu, que os Astrólogos insistem em usar.

Pelo Sistema Cosmológico de Ptolomeu, os Signos são iguais nos dois hemisférios da Terra, porque tal Sistema não reconhece a existência do Hemisfério Sul.

Pelo Sistema Cosmológico de Copérnico, os Signos são diferentes e opostos nos dois hemisférios da Terra.

Cabe a você, decidir qual é o Sistema correto e qual é o seu verdadeiro Signo.






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